terça-feira, 22 de novembro de 2022

6 Dicas importantes para você nunca mais perder enxames!

 Nunca mais perca enxames fazendo isso…


Aqui você vai ver Perguntas e Resposta sobre o tema: Por quê você perde enxames? 

Vale muito a pena conferir! Principalmente se você é apicultor iniciante. 



  1. Capturei um enxame por caixa-isca, quando voltei ao local vi que as abelhas não estavam mais lá. Observei que começaram a construir os favos nos quadros e a caixa estava roída. O que será que aconteceu? 


Vou te falar o que aconteceu. Você demorou muito para fazer a transferência do enxame da caixa-isca para a caixa núcleo. E o enxame é um enxame enorme. 


A abelha-rainha percebeu que aquela caixa não seria suficiente para ela botar seus ovos. Faltou espaço e a rainha foi embora, enxameou levando consigo todo o enxame. 


Esse é um enxame que já veio forte, já veio com boa condição, já veio com energia, mas não tinha espaço para ele. 


Então, se você capturou e demorou para fazer a transferência você vai perder esse enxame. 


  1. Como identificar se o enxame é fraco ou forte? 


Criando abelhas. A partir do momento em que você estiver criando abelhas no seu apiário, montando seu apiário, eu tenho certeza que você vai saber o que é um enxame forte e o que é um enxame fraco. 


É prática! É pôr a mão na massa. 


É você começar a fazer, colocar os ensinamentos em prática até para você entender o que é um enxame forte, o que é um enxame bom, que tem energia, que tem força, que consegue se manter. E o que é um enxame fraco, em que você efetua o manejo e ele não te responde. 


Você só consegue observar isso por meio do manejo, da prática, à medida em que você vai trabalhando com apicultura. 


  1. Por que um enxame fraco produz realeiras? 


Justamente pelo mesmo motivo. 


Muitas vezes você tem uma caixa com 10 quadros e tem um enxame que usa somente 2 quadros. Aquele espaço de 8 quadros que estão vazios, com certeza terá traça, aranha, outros insetos que estão predando o enxame (que ainda é pequeno). 


Se o enxame percebeu que não é possível habitar nesse local, ele vai embora. 


Outra questão importante  é a temperatura. O enxame deve manter uma temperatura constante dentro do espaço na caixa. 


Se o seu enxame é pequeno e está em uma caixa-ninho, que é grande, ele não vai conseguir manter a temperatura durante a noite. Ele gasta muita energia para manter aquela temperatura. E o que ela vai fazer? Vai embora! 


Mais uma coisa importante: meu enxame tá pequeno, está definhando e tá fazendo realeira. 


Por quê? Isso acontece porque o enxame pode ter perdido a rainha e como consequência ele vai se definhando, pois não tem crias para fazer a nova realeira. 


E as operárias resolvem, no desespero de querer salvar o enxame, cria falsas realeiras ou transforma-se em uma colmeia zanganeira.


  1. Quando a caixa-ninho da colmeia é contaminada com agrotóxico, as abelhas todas morrem, os quadros estão cheios de favos de mel operculado, esse mel pode ser aproveitado ou descartado? 


Raramente você terá uma situação em que a pulverização com os defensivos vai entrar na colmeia. Isso não acontece! 


A não ser que você esteja com seu apiário dentro de uma plantação e o pulverizador vai passar lá dentro. Isso não acontece, tá? 


É raro. Até porque não é possível manter um apiário dentro de uma plantação de café, de laranja, de soja, etc.  


Quando acontecer de contaminar as abelhas e elas morrerem todas, você poderá coletar tranquilamente o mel operculado. Porque as abelhas já fizeram o mel e o “fecharam” com uma “tampinha” de cera. O contato que a abelha teve com o veneno foi posterior à operculação. Você perdeu o enxame, mas não perdeu o mel, nesse caso. 


O que você não pode fazer? Não pode deixar essa colmeia nesse local por muito tempo sem abelhas para a sua proteção, pois as formigas ou outros insetos podem invadir e carregar todo o mel. 


Então, recomendamos que você colha o mel em um prazo de 24 horas após a morte das abelhas. 


Atenção a um detalhe! Se o veneno (agrotóxico) foi pulverizado dentro da caixa, infelizmente esse mel está impróprio para colheita e consumo. 


  1. No caso da aplicação noturna de agrotóxico é possível diminuir o risco de perda de enxames?

 

Se você mesmo puder aplicar no período noturno será muito bom, pois as suas abelhas já vão estar recolhidas dentro da colmeia. 


Mas, se não for você mesmo que for aplicar o agrotóxico, se for um vizinho ou lavoureiro, por exemplo, dificilmente aplicará no período noturno. Por toda a condição de se fazer essa adequação. 


Então, é importante que você saiba realizar essa aplicação de agrotóxico com mais tranquilidade e sem ter risco.  


  1. Perder um enxame ou um animal é algo exclusivo do apicultor? 


Todo mundo que trabalha no agro está sujeito a perder um animal. Então, o bovinocultor vai perder uma vaca ou um boi; o suinocultor vai perder um porco, por exemplo. 


Então, quem trabalha com animal é natural ter perdas. 


Pela nossa experiência e pelo que vejo com nossos alunos Premium da Escola de Apicultura, definimos um índice aceitável de perda que é até 2%. 


Até 2%, naturalmente, você vai perder. E digo mais. Dentro desse índice, a perda nem é considerada de fato uma perda. Até aí você ainda está no lucro. 


Sabe por quê? Porque estamos lidando com seres naturais, seres biológicos existe uma seleção natural. Você perde seres que são biologicamente mais frágeis. Portanto, o enxame geneticamente mais fraco pode ser perdido.   


2% de perda para os apicultores experientes é aceitável. Por exemplo, no apiário da Cia da Abelha do professor Armindo, não há perda de 1 enxame por ano. 


10% é uma perda aceitável para quem tá começando. 


Todos que perdem poucos enxames são aqueles que seguem o manejo. 


Existem enxames que, naturalmente, dentro da sua genética, há tendência migratória. Portanto, ele não vai ficar “parado” por muito tempo. Daí você pode vir a sofrer perdas desses enxames, que também é um processo natural. 


Gostou do conteúdo? Siga a Escola de Apicultura/Cia da Abelha nas redes sociais.


Um grande abraço! 


Prof. Armindo Vieira Junior 


#abelha #abeja #bee #mel #miel #honey #apicultura #apicultor #apiario #apiário #cursodeapicultura #enxame #enxamear 



Dados que poucas pessoas sabem sobre produção de geleia real

Você sabe qual a diferença da geleia real produzida pela abelha africanizada para a geleia real produzida pela abelha europeia? 


Aqui você vai descobrir tudo, não só sobre este, como também sobre outros assuntos relacionados. 


Para começarmos a falar sobre o assunto geleia real, vamos descobrir a sua origem. 


Se você é apicultor, deve saber que a geleia real não vem da flor e sim da glândula hipofaringeana das abelhas operárias. 


A geleia real vem da glândula do organismo das abelhas! Incrível, né?


A geleia real vem da corrente sanguínea da abelha, portanto, é essa corrente sanguínea que deve estar bem nutrida, com mel e pólen. 


A partir do momento em que as abelhas de sua colmeia estão nutridas, há a possibilidade de produção de geleia real. Normalmente, é feita para alimentar a rainha, as crias e o zangão. 


Aqui no nosso canal da Cia da Abelha já divulgamos a aula, de um professor de apicultura, da UFV. 


Ele perguntou: você quer produzir geleia real em casa? Então é só fazer isso:


1) promova o aumento dos indivíduos da sua colmeia, pois ela deve estar muito populosa; 2) ela deve estar também muito bem alimentada, com alimentos artificiais específicos e especiais. 


E quando dizemos bem alimentada, significa que você deve fornecer excelente alimento às suas abelhas. 


Não é fubá de milho ou ração comum. Você deverá manipular a sua própria ração se quiser produzir geleia real, pois deverá conter 40% de proteína. 


Você deve fornecer uma ração especial muito superior a quaisquer rações vendidas no mercado. Não dá para ser transgênica. Ela deve ser 100% orgânica e micronizada. 


A geleia real que encontramos no Brasil hoje, vem da China ou da Nova Zelândia. A produção brasileira não é suficiente para atender 1% do mercado. 


Com relação à qualidade das geleias reais comercializadas pelo mundo, poderíamos dizer que a geleia real chinesa não é confiável. 


Isso porque foram descobertas empresas que, infelizmente, falsificam o produto. 


Fazem uma espécie de mistura de geleia real com larvas de zangão. Isso acabou com a sua reputação internacional da China com relação à venda da geleia real, apesar de existirem empresas idôneas.


Inclusive a geleia real com a qual a Cia da Abelha trabalha vem da Nova Zelândia, que é de altíssima qualidade. 


A Nova Zelândia produz um dos méis mais valiosos do mundo, que é o mel de manuka.  Este é um mel extrafloral vendido para toda a Europa. E não pensem que é barato. O mel de manuka alcança o maior preço que o mercado apícola poderia alcançar. 


Vale a pena ressaltar que a Nova Zelândia é idônea e produz geleia real de altíssima qualidade. 


Deste modo, se você quer manipular ou simplesmente consumir geleia real, dou uma importante dica: 


Fiquem atentos aos seus fornecedores. Tenha atenção aos produtos e produtores, para não comprar gato por lebre. 


Agora que já falamos o que é geleia real e qual o melhor local para adquirir esse produto, vamos falar sobre sua forma de consumo diário. 


Se você não tem nenhum problema de saúde, pratica atividade física diariamente, se alimenta bem, não possui obesidade, diabetes ou qualquer outra doença, a recomendação é de 1g por dia (1 palito de café). 


Mas, se você é uma pessoa que sente cansaço, exaustão, esgotamento, termina o dia muito fatigado, a recomendação é que você consuma 5 g por dia (1 colher de chá). 


Agora, se você tem algum problema sério de saúde, já faz parte do grupo da terceira idade (70 anos ou mais), então, a recomendação é que você consuma 1 colher de sopa por dia. 


É muito provável que dentro de 1 semana você sinta muita melhora na disposição física e mental. 


Lembre-se, estamos falando de um produto das abelhas que é capaz de trazer vitalidade, fertilidade, energia e longevidade para a abelha-rainha por 5 anos (as operárias vivem somente 45 dias). 


Se a geleia real é capaz de trazer isso tudo para as abelhas, imagine para nós, humanos, que somos organismos complexos?! 


E para fechar o assunto com chave de ouro, vamos falar sobre geleia real das abelhas nativas brasileiras. 


Nossa abelhas são capazes de produzir geleia real, mas não é possível realizar a sua coleta para a comercialização. 


Não podemos nos esquecer que há muitas espécies de abelhas sem ferrão em que a realeira é permanente, ou seja, outra rainha nasce somente se a “rainha-mãe” morrer. 


É necessário que haja ausência da abelha-rainha para que a princesa nasça, diferente das abelhas com ferrão em que novas princesas nascem independentemente da morte da “rainha-mãe”. 


Existem colmeias de abelha sem ferrão em que o ovo da rainha fica “invisível”. Não conseguimos identificá-lo, quiçá fazer a coleta.  


Portanto, se você deseja fazer produção de geleia real, não deve mirar na criação de uma abelha sem ferrão. 


Se levarmos em consideração que mesmo as abelhas com ferrão produzem pouca geleia real, é preciso que haja esforço e empenho para a produção deste valioso produto das abelhas. 


Gostou do conteúdo? Deixe seu LIKE e se INSCREVA no nosso canal. 


Um grande abraço! 


Prof. Armindo Vieira Junior 


#abelha #abeja #bee #mel #miel #honey #apicultura #apicultor #apiario #apiário #cursodeapicultura #geleiareal  


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Abelhas em luto pela Rainha Elizabeth II

 

Abelhas da Rainha Elizabeth II são informadas da morte de sua soberana

 



Tamiris Maia Gonçalves Pereira[1]

 

Você sabia que na Inglaterra a tradição secular de informar às abelhas sobre a morte de um ente querido ainda existe?

Pois, é! Pode parecer estranho, mas desde o século XVIII, informar às abelhas sobre a morte de uma pessoa é uma tradição.

 

Logo após a morte da Rainha Elizabeth II, ocorrida no dia 09 de setembro de 2022, o apicultor real John Chapple (79 anos) se dirigiu ao apiário no jardim do Palácio de Buckingham, amarrou faixas pretas sobre as cinco colmeias, bateu levemente em cada uma delas e disse: “A senhora está morta, mas não vá embora. Seu mestre será um bom mestre para você.”

 

Esse mesmo ato foi realizado na residência real Clarence House, onde há duas colmeias.

 

John Chapple é apicultor oficial da rainha há 15 anos e seguindo uma tradição folclórica inglesa, informou aos insetos sobre a morte da sua soberana. Falou também que seu novo mestre, Charles III, continuaria a cuidar bem delas.

 

Informar às abelhas sobre a morte de um ente da família é um dever crucial, caso contrário, as abelhas abandonam a colmeia, param de produzir mel ou morrem.

 

Esse é um ato de respeito, reciprocidade e agradecimento a esses pequenos animais, que fornecem alimento abundante para a família por gerações.

 

Em grande parte da Europa Ocidental: Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Holanda, França e Suíça, desde o século XVIII, essa tradição está presente.

 

O ritual de “contar às abelhas” tem origem céltica, mas se popularizou principalmente no século XIX devido às crises e guerras ocorridas durante esse período e permanece até os dias atuais, apesar de mais absorto.

 

Os Celtas “cantavam às abelhas” os acontecimentos importantes da vida da família, uma vez que elas eram consideradas um elo entre o nosso mundo e o mundo espiritual.

 

Em muitos lugares próximos à Nova Inglaterra as abelhas eram chamadas de fadas (brownies) e em ocasiões fúnebres diziam-se a elas: “pequenos brownies, pequenos brownies, seu mestre (ou senhora) está morto”.

 

Para os Celta, quando alguém morria e ascendia para outro mundo, logo se deparava com rios de hidromel na travessia para a Ilha das maçãs, onde o próprio mel era abundante. Esse rico alimento possuía o poder de atrair saúde, sustento e alegria.

 

Percebeu a importância do mel e das abelhas?

 

Essa prática de “contar às abelhas” sobre a morte de alguém, também está relacionada ao simbolismo da “alma que deixa o corpo” e transita para outro mundo.

 

A representação mais difundida dessa tradição de informar aos pequenos insetos sobre a morte de um indivíduo, pode ser encontrada no poema de John Greenleaf Whittier, de 1858, “Falando às abelhas”:

 

Diante deles, sob o muro do jardim,

Para a frente e para trás,

Foi cantando tristemente a pequena menina,

Drapeando cada colmeia com um pingo de preto.

 

Tremendo, eu escutei: o sol de verão

Tinha o frio da neve;

Pois eu sabia que ela estava dizendo às abelhas de um

Partiu na jornada que todos nós devemos ir!

 

 


Nesse poema, um orador anônimo diz que ao voltar à casa de uma pessoa amada depois de um ano, encontra o jardim e todos os outros objetos no mesmo lugar, exceto as colmeias de abelha da família.

 

Nota, então, que essa não é uma simples mudança, principalmente ao perceber que uma menina passa entre as colmeias colocando pedaços de tecido preto sobre elas e cantando uma melodia triste, anunciando a morte da dona da casa.

 

Esse poema mostra a importância do ritual de transmissão da dor humana às abelhas e reafirma a existência da íntima relação homem/abelha, que é mantida e preservada.

 

Geralmente, cobrir cada colmeia com um pano preto à meia-noite, bater suavemente uma vez em cada uma delas e contar a triste notícia ou cantar em versos rimados a dor da perda de alguém era parte do ritual.


Se as abelhas começassem a zumbir depois que a notícia fosse entregue, isso era visto como um bom presságio.

 

Por vezes, algumas famílias exigiam que o filho mais velho mudasse as colmeias de lugar, indicando a nova realidade da família.

 

Não contar às abelhas sobre importantes eventos, poderia trazer terríveis consequências: tenebrosos infortúnios a ela ou mesmo, o adoecimento e morte de todas as abelhas.

 

Se alguma colmeia fosse vendida e não fosse informada da morte de seu antigo dono, seu destino não poderia ser outro: adoecimento ou morte.

 

Pobre daquele que comprasse uma colmeia!

 

Mas afinal, seriam mesmo as abelhas mensageiras do outro mundo? Ou apenas animais de estimação, bem quistos pelas famílias?

 

Mito ou verdade, não só nos rituais fúnebres as abelhas estavam presentes.

 

Elas eram notificadas sobre grandes eventos da vida do apicultor, tais como o nascimento de um filho ou casamento de uma filha.

 

Na Bretanha era tradição decorar as colmeias para a festa de casamento com pano de cor escarlate e flores.

 

Na Alemanha os noivos deveriam se apresentar às abelhas ou teriam um casamento infeliz.

 

Deixavam um pedaço de bolo de casamento sobre as colmeias como forma de retribuição pela grande quantidade de mel fornecida para a comemoração.

 

Percebeu como existiu um relacionamento íntimo entre as abelhas e seus criadores?

Muitos consideravam que dava azar vender suas colmeias, porque quando assim faziam, seu ex-dono estava vendendo sua sorte.

Mas, se as colmeias fossem trocadas ou presenteadas era sinal de boa sorte à família que recebia.

Sorte ou não, a relação homem e abelha vai além do folclore e superstição.

De fato, esses insetos exercem um papel importantíssimo na produção alimentar humana. São capazes de polinizar 90% de culturas alimentícias utilizadas por nós e por outros animais. Sem as abelhas poderíamos estar fadados a fome.

Isso explica a estreita relação e antiga tradição Celta homem e abelha, não é mesmo?

Por fim, ainda hoje, seguimos cuidando e informando às abelhas!

  

REFERÊNCIAS:

Abelhas sagradas e hidromel nas Ilhas Britânicas. Blog Avallon Hidromel, 03/05/2022. Disponível em: https://avallonhidromel.wordpress.com/2018/05/03/lendas-e-folclore-do-hidromel/. Acesso em: 14 set. 2022.

ENGLISH, Colleen. “Telling the Bees”. JSTOR Daily, 05/09/2018. Disponível em: https://daily.jstor.org/telling-the-bees/. Acesso em: 14 set. 2022.

KENNEDY, Vanny. O adorável costume de ‘contar às abelhas’. Outlander ls Brasil, 12/11/2022. Disponível em: https://outlanderlsbrasil.com/2019/11/12/o-adoravel-costume-de-contar-as-abelhas/. Acesso em: 14 set. 2022.

SOUZA, Talita de. Por superstição, abelhas de Elizabeth II foram informadas da morte da rainha. Correio Braziliense, 13/09/2022. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/09/5036519-por-supersticao-abelhas-de-elizabeth-ii-foram-informadas-da-morte-da-rainha.html. Acesso em: 14 set. 2022.

 


[1] Bacharel em Arqueologia pela PUC-GO; Licenciada em História pela Universidade Estácio de Sá; Especialista em História Cultural pela Universidade Federal de Goiás; Mestre em História pela Universidade Federal de Goiás; Doutora em História pela Universidade Federal de Goiás. Copywriter na Escola de Apicultura.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Saiba tudo sobre a produção da própolis no Brasil

 

Olá, meu amigo e minhas amiga!!!

Seja muito bem-vindo(a) ao nosso canal!


Você conhece a própolis verde da Jurema preta (Mimosa hostilis)?

Para quem não conhece, esta é uma própolis diferente da que é produzida utilizando o alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia). Isso porque a suas propriedades são outras e já existem muitos estudos que tratam do assunto.

A China, o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos têm desenvolvido estudos sobre a jurema preta e o seu potencial de produção de própolis verde.

Está procurando Curso de Apicultura? Conheça a Escola de Apicultura clicando aqui.

Essa é uma planta endêmica do semiárido nordestino brasileiro e os pesquisadores desses outros países têm coletado partes dela para desvendar todas as suas propriedades físico-químicas.
O que já sabemos hoje é que a própolis da jurema preta possui atividade antibacteriana, antivirótica e antifúngica elevadas.
Sendo esta uma planta muito importante para a produção de alimentos a medicamentos, ela pode render muitos benefícios para os apicultores do nordeste brasileiro.
Há tempos ocorreram pesquisas semelhantes no litoral nordestino e foi descoberta a importância da própolis vermelha, oriunda da seiva da planta popularmente conhecida por Rabo de Bugio (Dalbergia ecastophyllum).

Hoje, a própolis vermelha é a mais cara do mundo! É exportada para diversos países e os apicultores que a produzem conseguem ter alto faturamento. O quilograma da própolis vermelha, feita a partir do Rabo de Bugio, custa em torno de R$ 1.500,00 no mercado.

Procurando por materiais e equipamentos para Apicultura? Conheça a nossa loja virtual, clicando aqui.

Atualmente, em parte do litoral do Espírito Santo, da Foz do Rio Doce, Cricaré e Mucurí já existem áreas em que são cultivadas o Rabo de Bugio para a produção da própolis vermelha.
Além do Rabo de Bugio, há outras espécies nativas do Brasil das quais é possível produzir própolis. Dentre elas está o alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia).

O alecrim-do-campo é uma planta do cerrado brasileiro, mas podemos encontrá-lo em toda América, desde o sul da Argentina (Patagônia) até o sul do Canadá.

Apesar dessa espécie ser dominante em uma gigantesca área geográfica, a produção da sua resina só acontece em uma pequena região do sudeste e sul do Brasil.

Essa região corresponde a 8% do território brasileiro, e é a única faixa geográfica do planeta que produzi própolis verde a partir do alecrim-do-campo!

Incrível, né? Quanta riqueza tem no nosso país e ainda não sabemos!

Mas, se você não está no nordeste brasileiro e nem no litoral, não desanime. É possível produzir própolis na sua região!

No centro-oeste há produção de própolis escura, oriundo da seiva da copaíba (Copaifera langsdorffii). É possível desfrutar dos mesmos princípios ativos do óleo da copaíba na própolis escura do centro-oeste.

No sul do Brasil existe a produção da própolis marrom, oriunda da seiva de diversas espécies vegetais da Mata Atlântica. Essa é uma própolis valiosíssima no mercado internacional, pois possui Certificado de Produto Orgânico.
Se você está no litoral brasileiro, especialmente na Serra da Mantiqueira ou no Centro-oeste, no Pantanal mato-grossense poderá fazer a produção do pólen apícola. E em qualquer lugar do nosso país é possível fazer a produção de abelhas-rainhas.

Falando nesse assunto, posso afirmar com toda certeza que uma área da apicultura que falta produtor e sobra mercado é a de Produção de Rainhas.

Infelizmente não há muitos produtores de rainhas no Brasil e quem se embrenhar por esse ramo da apicultura poderá ter alta lucratividade!

Quer saber tudo sobre o universo da Apicultura, clique aqui.

Pessoal, falo de tudo isso sem mesmo tocar na existência do profícuo mercado de beneficiamento de cera, indústria de manipulação de alimentos e cosméticos feitos com os produtos das abelhas.
Existe uma grande diversidade e possibilidade de diversificação de produção apícola. Basta que iniciemos na área para ter sucesso!
E aí, tá esperando o quê para começar na apicultura?
Abraço a todas e todos!

Prof. Armindo Vieira Junior




Aprenda a superfaturar com o pólen apícola


Olá, meu amigo e minhas amiga!!!

Seja muito bem-vindo(a) ao nosso canal!
Imagine você sair da confusão da cidade e ir para uma fazendinha.
Imagine agora poder viver perto de uma área verde, poder reflorestar espécies nativas, desfrutar da sua beleza e de seus frutos.

Essa mudança significa qualidade de vida para muita gente...e sei que pode significar mudança na sua vida também...

Mas sei também que existem muitos limitadores, tais como: será que vou me adaptar? Será que vou conseguir ter renda vivendo na área rural?

Está procurando Curso de Apicultura? Conheça a Escola de Apicultura clicando aqui.

Posso te afirmar que sim! Poderá ter renda e ainda tornar sua vida mais doce, mais próxima à toda essa natureza.
Pessoas que assim sonharam puderam realizar esse sonho e a apicultura foi um dos pilares que erigiu a sua realização.
Apicultores que investiram primeiramente na produção de mel e se especializaram na produção de pólen, por meio do reflorestamento, estão faturando muito.
Eles possuem renda e ainda contribuem diretamente na preservação de espécies vegetais nativas.
Com poucas colmeias é possível estabelecer um processo produtivo e o beneficiamento do pólen. E este ramo da apicultura pode ser altamente lucrativo.

Por exemplo, na Cia da Abelha, vedemos 1 Kg de pólen ao consumidor final por R$180,00. Esse mesmo produto, nessa mesma quantidade, tem sido vendido por R$70,00 ou R$80,00 o quilograma no mercado atacadista.

Para muitos é considerado um produto caro, contudo, ele pode ser considerado uma verdadeira panaceia para diversos problemas de saúde.

Procurando por materiais e equipamentos para Apicultura? Conheça a nossa loja virtual, clicando aqui.

O pólen é muito indicado para problemas de desnutrição, pois é rico em proteína. É um excelente auxiliar na cura de disfunções emocionais, tais como stress, cansaço mental, depressão, síndrome do pânico e ansiedade. É indicado também no combate às doenças da próstata, impotência sexual masculina e da menopausa, no caso das mulheres.
Se você está começando agora na apicultura, provavelmente não vai começar produzindo pólen.
Isso porque é fundamental o desenvolvimento da produção e beneficiamento do mel, antes de se especializar nesse outro produto.

Mas, em pouco tempo é possível não só produzir pólen como lucrar com a sua venda.

Além do pólen, podemos citar a cera de abelha como um outro produto que pode ser beneficiado e garante excelente faturamento. Mas, este também é um produto que deve ser trabalhado após o domínio completo da produção de mel.

Nossos alunos Premium, da Escola de Apicultura, que se interessaram pela produção de mel já começaram a se interessar pela produção e beneficiamento de outros produtos das abelhas.
Muitos deles começaram do zero, sem saber nada de apicultura e hoje já conseguem ter excelente faturamento.

Alguns dos meus alunos vão compartilhar seus conhecimentos conosco no 1º Congresso Premium de Apicultura, em julho, em Goiânia. Além deles, vários outros palestrantes que nos auxiliarão no enriquecimento de conhecimento, nessa jornada empreendedora e apaixonante da apicultura.

Quer saber tudo sobre o universo da Apicultura, clique aqui.

E você, já pensou em ter sua fazendinha e produzir mel?

Posso te ensinar a dar os primeiros passos! Bora aprender?


Abraço a todas e todos!

Prof. Armindo Vieira Junior


Aprenda a faturar com a própolis

 

Olá, meu amigo e minhas amiga!!!

Seja muito bem-vindo(a) ao nosso blog!

Você já parou para pensar que a própolis pode te trazer excelente faturamento? Só a venda desse produto pode te render mais de R$100.000,00 por ano!

Não tá acreditando?

Mas, é isso mesmo, apicultor! Explico.

Grande parte da própolis no Brasil é voltada para a exportação. Ou seja, o que você vender poderá faturar em dólar. Além disso, nosso mercado interno superaqueceu nos últimos tempos e aumentou muito.

Está procurando Curso de Apicultura? Conheça a Escola de Apicultura clicando aqui.

Com apenas 1 Kg de própolis verde é possível produzir 1,5 litros de extrato de própolis. Você poderá vendê-lo em 50 vidros de 30ml, cada um deles custando R$45,00.

Pois, é! Acho que vale muito investir nessa área.

Se você não sabe como começar essa produção, te dou uma excelente dica: invista em replantio de mudas de alecrim do campo.
Se você investir em um florestamento de alecrim do campo em sua propriedade, poderá ter um excelente pasto apícola para a produção de própolis verde e seu retorno será compensador.
Posso dar como exemplo desse empreendimento, a própolis produzida pelo Armindo Pai, no sítio Toca dos Buacos, em Minas Gerais. Ele sempre produziu própolis, contudo, nunca faturou tanto quanto agora.
Há anos o seu sítio estava distante da cidade de Belo Horizonte. Com a expansão urbana, houve muito desmatamento e queimadas, fazendo com que a área de pasto apícola fosse reduzida.
Para contornar esse problema que afeta diretamente a atividade apícola, o Armindo Pai decidiu reflorestar uma área com alecrim do campo.
Por que ele escolheu alecrim do campo? Porque essa é uma planta ideal para a produção da própolis verde.
O alecrim foi cultivado durante 3 meses até começar a crescer suficientemente para que produzíssemos mudas. Replantamos 300 mudas, selecionando sempre os galhos dos pés de alecrim mais antigos.

Procurando por materiais e equipamentos para Apicultura? Conheça a nossa loja virtual, clicando aqui.

Muito em breve, se tornarão plantas adultas e poderão dar origem a outras 50 mudas, cada uma delas.
Por muito tempo o alecrim do campo foi considerado uma praga na pastagem do gado. Mas, para a produção de mel e de própolis, essa é a planta ideal!

Nos anos 1990, nossa grande “briga” era com os pecuaristas da região. Pedíamos para que não tirassem o alecrim do campo das suas áreas de pastagem próximas ao apiário, pois eram parte do pasto apícola das abelhas.

Com o tempo, eles foram entendo a importância dessa vegetação para ambas as atividades agropecuárias, uma vez que uma área mais arborizada fornece mais água e sombra para os animais.
Se você optar por plantar alecrim do campo para produção da própolis, observe que no momento em que há florada, não há resina. E a resina é a matéria-prima essencial para a produção da própolis verde, portanto, aguarde a passagem do florescimento da planta que a resina será abundante.

Quer saber tudo sobre o universo da Apicultura, clique aqui.

Existem ainda outras grandes vantagens no plantio do alecrim do campo: afastamento de possíveis pragas e alta resistência à seca.
E aí, apicultor, vamos produzir própolis verde?

Abraço a todas e todos!

Prof. Armindo Vieira Junior




Diversificar para faturar na Apicultura!


Olá, meu amigo e minhas amiga!!!

Seja muito bem-vindo(a) ao nosso blog!


Você sabia que é possível faturar mais de R$100.000,00 por ano beneficiando os produtos das abelhas?


Sabia que é possível faturar mais de R$100.000,00 se investir na produção de própolis, pólen, cera, abelhas-rainhas, cosméticos ou compostos alimentícios derivados dos produtos das abelhas?

Está procurando Curso de Apicultura? Conheça a Escola de Apicultura clicando aqui.

Pois, é! E nem é preciso ser um grande apicultor para diversificar a atividade apícola.
Como já sabemos, a apicultura é um ramo do agronegócio que é constituído por um conjunto de atividades. A extração de mel é apenas uma delas, que pode ser feita a partir do beneficiamento dos produtos das abelhas.
Hoje, no Brasil, existe uma maior procura no mercado por abelhas-rainhas selecionadas do que anos atrás.
E se você já é apicultor poderá produzir as suas próprias abelhas-rainhas! Seja para melhorar seu apiário, seja para a venda para outros apicultores.

Sim! Este mercado existe e tem muita demanda por produção. Afinal, as abelhas-rainhas no Brasil esgotam-se com apenas 1 ano de vida. A sua substituição promove a continuidade da produção de mel e dos outros produtos das abelhas nas colmeias.

Como exemplo do funcionamento desse mercado, tenho alguns alunos da Escola de Apicultura, que aprenderam e executaram a produção de suas próprias abelhas-rainhas pelo Método Espanhol. Tanto substituíram suas rainhas em seus apiários, como promoveram a venda das mesmas.

O Método Espanhol possui algumas facilidades e benefícios que outros métodos, como o Método Dolittle, não oferecem.

No Método Dolittle ocorre a enxertia das larvas em ovos artificiais de rainha e a sua introdução das colmeias para a puxada de realeiras. A partir desse processo é possível obter grande número de abelhas-rainhas. Em um único lote podem ser produzidas 100 a 150 rainhas, simultaneamente.

Contudo, é necessário ter em mãos um grande número de material genético (larvas selecionadas) e um grande número de colmeias. Então, esse processo se torna caro e muitas vezes inacessíveis à pequenos produtores.

Já o Método Espanhol, adotado por nós da Escola de Apicultura, oferece uma grande vantagem: pequenos e médios apicultores conseguem obter suas próprias rainhas selecionadas.

Não é preciso ser um grande apicultor para ter acesso a abelhas-rainhas virgens, com bom material genético voltado para produção de mel.
Se você é apicultor e possui apenas 5 colmeias, é possível aplicar o Método Espanhol!

Procurando por materiais e equipamentos para Apicultura? Conheça a nossa loja virtual, clicando aqui.
Se você optar por ele, terá que investir apenas em uma boa ração para abelhas (bife proteico) e em um suporte espanhol, no qual colocará um quadro de crias novas na horizontal, ou seja, “deitado”. O Método Espanhol também é conhecido por “Método de Quadro Deitado” por esse motivo.

Com apenas um suporte espanhol comportando um único quadro com crias novas em uma colmeia órfã (sem abelha-rainha), é possível obter 20 a 40 realeiras. Dessas 20 a 40 realeiras nascerão 20 a 40 abelhas-rainhas.

Hoje, no mercado, existe uma grande demanda por rainhas que não consegue ser suprida. Portanto, vale a pena investir nessa área.

Outro produto que tem rendido milhões de reais no mercado apícola brasileiro é a própolis, especialmente a própolis verde.
Atenção! Esse é um importante recado que vai aí para você apicultor: não perca as grandes oportunidades que o mercado te oferece. Invista da diversificação dos produtos das abelhas!

Quem já me conhece, sabe! No nosso canal falamos muito de superprodução de mel, mas teremos sempre que nos atentar para a possibilidade de produção da própolis, do pólen, das rainhas, da cera e até da geleia real.

O seu consumo tem aumentado muito, portanto, se há demanda e a produção é baixa, logo falta produto para suprir a necessidade do consumidor. Se você é apicultor e tem interesse em produzir própolis, é preciso fazer uma “especialização” neste tipo de produção. Mas, saiba que, valerá a pena e alavancará seu negócio.

Quando somamos tudo isso, não estamos falando de um negócio de R$100.000,00 e sim de milhões de reais.
Desde que você faça um bom trabalho, com consciência, planejamento, técnica e segurança, o céu é o limite!

Por exemplo, as oportunidades que você tem a partir da própolis são grandes: 1) é um produto altamente utilizado para a exportação; 2) com 1kg de própolis verde é possível produzir 1,5L de extrato de própolis (50 frascos de 30 ml); 3) você poderá comercializá-la pelo valor de R$ 45,00 em média.

Além da própolis, há ainda um outro produto das abelhas que tem bastante procura no mercado, que é o pólen apícola.

Quer saber tudo sobre o universo da Apicultura, clique aqui.

Por fim, acredito que todos os produtos das abelhas aqui citados nos permite pensar que a apicultura é um ramo do agronegócio diversificado em produção e em produtos.

Permite ganhos para além dos R$100.000,00 com o mel e pode ser feito em um pequeno pedaço de terra.
E aí, apicultor, vamos diversificar?

Abraço a todas e todos!

Prof. Armindo Vieira Junior